Uma saga

Jabert Diniz Júnior 

Esse fato aconteceu já faz algum tempo, na cidade de Santarém-Pa. 

Um amigo, certa vez, teve sua moto apreendida pelo Detran.

Voltava ele do futebol e, na avenida Bartolomeu de Gusmão, do lado do Parque da Cidade, na curva, chegando na avenida Barão do Rio Branco, havia uma blitz.

Ele ficou tranquilo, pois achava que estava em dia com a documentação da moto.

Não estava. Depois do guarda verificar a carteira de motorista e o documento da moto, o guarda disse que iria guinchar o veículo porque a documentação estava atrasada.

Surpreso, mas sem contestar, teve que voltar pra casa de moto-táxi. Sua moto foi para o pátio do Detran.

Era sábado à noite, só poderia resolver as coisas na segunda-feira. Foi quando começou sua saga.

Segunda feira, cedinho, correu para o Detran para começar o processo para retirar sua motocicleta, veículo extremamente útil no seu dia-a-dia.

Começou o dia numa enorme fila para entrar no órgão, que ainda estava fechado. 

Depois de aberto, ele foi encaminhado para o local que deveria pegar um boleto para pagar as taxas. 

Quando conseguiu o dito boleto, já passava do meio-dia. Correu para o banco, que ficava anexo ao órgão, mas não deu tempo, já havia encerrado suas atividades. Teve que sair do prédio para ir a outro banco.

Mais fila no caixa eletrônico. O Detran fecharia as portas às 13 horas, encerrando o expediente externo. 

Pagou o boleto no banco e voltou correndo. Nas últimas, conseguiu entrar. Encarou mais uma fila para obter um documento para poder retirar a moto do pátio, que ficava bem distante dali.

Conseguiu resolver todas as questões burocráticas já quase 16 horas.

Pegou um moto-táxi e se dirigiu ao local onde sua honda biz estava presa. O pátio onde os veículos ficavam apreendidos pelo Detran já estava quase para encerrar o expediente, também.

Deu tempo. Aguardou em mais outra fila e, quase no final do expediente, um agente o conduziu, finalmente, para ele poder pegar sua moto.

Já eram quase seis horas da tarde quando ele, depois de pagar uma grana com todas as pendências do veículo (IPVA, licenciamento e multas), além das taxas de guincho (reboque) e das diárias do pátio, e passar um dia inteiro em idas e vindas a Detran, banco e o local onde sua moto estava, finalmente chegou para levá-la embora dali.

Porém, para completar sua jornada, quando ele montou na moto para ir embora, ela estava com o pneu traseiro furado. Isso, sem contar que tinha um retrovisor quebrado. Que sina, héin, rapaz.

Saiu empurrando a moto até encontrar uma borracharia ali por perto. Chegou em casa quase já anoitecendo....ufa!

*****************************

Caríssimo leitor, caso tenha gostado da historinha, já sabe, COMPATILHE com os amigos e, se desejar, deixe seu comentário.


APOIADORES DO BLOG





Comentários

Crônicas mais visitadas

Elke em Alenquer? Maravilha!

Mutuca é que põe boi vilhaco

"Cul de Cheval"

Internacional, o povo de Alenquer te aclama...

Dias de Natal diferentes

A última viagem

VI Jogos dos Servidores da Ufopa 2023 - FINAIS

O moleque que corria atrás de papagaio

Menino da Colônia - 2 Em casa

O Trapichinho