A última viagem
Pracinha, o barco da última viagem. figura ilustrativa, modificada por IA. Jabert Diniz Júnior Ainda não eram nem cinco horas da manhã, estava tudo escuro lá fora. Eu, naturalmente, não estava habituado a acordar àquela hora, tinha treze anos. Meu pai, sim. Meu pai sempre acordou cedo. Sua infância inteira foi assim, toda a sua vida foi assim. E agora não era diferente. Era um comerciante na cidade, mas também, um pequeno pecuarista. Muito cedo tinha que estar no batente. Levantei, preguiçosamente, mas levantei. Lavei o rosto, escovei os dentes, me arrumei. Fomos tomar café. Minha mãe também havia acordado. Tomamos café juntos. Pegamos as tralhas: valise com roupas e redes, isopor com gelo, água, comida e outras coisas necessárias para a viagem. Nos despedimos de minha mãe, meu pai e eu, e saímos de casa, descemos a travessa Ascendino Monteiro (atual Antonio Mesquita) em direção à "beira" do rio. Chegando lá na beira, seu Aurino já estava no barco e nos recepcionou, dando b...