Menino da Colônia - A primeira vez
Jabert Diniz Júnior Atravessamos a rua, minha avó e eu. Ela segurava firme na minha mão. Eu tinha quatro anos. Havia um carro parado em frente à sorveteria do meu pai. A movimentação ali era grande. Era a avenida comercial da cidade. Já havia bastante gente no carro e também estava abarrotado de mercadorias que eram levadas para as comunidades da colônia. Chamava-se O Cafona, a sorveteria do meu pai, e era bem conhecida. Ficava em uma esquina da principal rua comercial da cidade. Do outro lado da avenida ficava a igreja de São Sebastião, padroeiro daquele bairro do Aningal. Naquele tempo não havia muitos automóveis na cidade. Era o tempo dos carros-de-boi, esses, sim, havia muitos. Mas essa avenida era bem movimentada, uma das poucas que eram pavimentadas, pavimento de concreto. Ela dava acesso direto para a estrada que nos levaria para o sítio do meu pai. Minha avó tinha todo o cuidado comigo. Meu pai e minha mãe confiavam muito na minha avó. Subimos na carroceria do carro. A boleia j...