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Um negócio diferente

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Maria Santos de Medeiros: a empreendedora dona da " Brinquedoteca das Marias " na orla de Santarém. Jabert Diniz Júnior C aminhando de ponta a ponta pela orla de Santarém, nos deparamos com uma infinidade de pequenos empreendedores. A maioria absoluta deles é de venda de algum tipo de comida, das mais variadas: Churrasquinhos,  sanduíches, batata frita, queijo assado,  comidas típicas como o tacacá, a maniçoba e a farofa de piracuí,  castanha de caju, churros,  sorvetes. E, também, venda de bebidas, como:  sucos "rala-rala",  cerveja, água, drinks,  água de coco, etc . A bela Orla de Santarém, à margem do Rio Tapajós, num final de tarde. Mas aí, em determinada noite de passeio, nos deparamos com um empreendimento que nos chamou a atenção, era um negócio diferente. Em um espaço da orla avistamos alg umas mesas dispostas   que continham alguns brinquedos.  Em uma havia um tabuleiro de xadrez, em outra um jogo de damas, em outra um jogo de domi...

O aniversariante do Membeca e a geleira de cerveja

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Cinco atletas para conseguir segurar a geleira membequiana abarrotada de cerveja: Jonnes, Maike, Jabert, Marcos Caraca e Eric. Jabert Diniz Júnior O futebol,  ah, o futebol!    ou futsal, tanto faz, ainda é o esporte mais praticado no Brasil. Quando cheguei para morar em Santarém, em 2004, meu novo amigo e colega de trabalho Jonnes Pedroso, foi o primeiro a me saudar e convidar para jogar futebol, no caso, futsal. Local: "Grec", uma quadra localizada no bairro do Mapiri, que já tinha uma certa fama na cidade como palco de grandes eventos do passado. E lá, no Grec, comecei a construir um novo círculo de amizade. Amizade saudável que só os esportes como o futebol são capazes de promover, e que se estendem até os dias de hoje. A pelada do Grec tornou-se tradicional. Todo sábado, infalivelmente, às dezessete horas, o "show" começava. Show de Nélio, de Lica, de Asael, de Dudu. Show dos goleiros: Jonnes, Leandro Lomba, Helcias e Rildisson. E a brincadeira ia até às dezen...

O Trapichinho em minha memória

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Travessa Antônio Mesquita (antiga Ascendino Monteiro), dava direto no rio Surubiú e no Trapichinho do seu Ivan, a apenas dois quarteirões de casa. Ei, mas cadê o Trapichinho? J abert Diniz Júnior D izem que viajar com os filhos imprime nas suas lembranças grandes memórias afetivas. Deve ser verdade, pois, eu mesmo lembro de viagens que fiz com meu pai ou com meu avô que ficaram marcadas, me trazendo grandes recordações. Mas há coisas realizadas no lugar em que você nasceu e morou durante sua infância que também ficam na memória para sempre. E quando você se lembra, lembra com grandes saudades. Posso até afirmar que estas coisas vividas no seu lugar de origem, naquela sua tenra idade, são as que mais ficam guardadas na memória. "Tomar banho na beira" (no rio) era uma das maiores emoções da nossa vida quando éramos crianças. Pelo menos era para mim e meus irmãos, em Alenquer, cidade em que nascemos e vivemos a nossa infância. Era uma felicidade inexprimível, tomar banho na beir...

A última crônica de Drummond e a Blogosfera

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Fonte: https://br.pinterest.com/ Jabert Diniz Júnior   Confesso, meio envergonhado, que, até hoje, li apenas uma crônica de Drummond. Sempre acreditei que ele escrevia poesias "apenas" (Vejam o tamanho da minha ignorância!). Mas, afinal, quem não conhece "José", seu icônico poema que foi musicado pelo cantor e compositor Paulo Diniz? Voltando à crônica de Drummond, a primeira que li foi justamente a sua última;"Ciao" - Adeus em Italiano; aquela com a qual ele se despediu dos seus leitores e do jornal que as publicava. E por que me chamou a atenção esta crônica? Além do fato de ser belíssima, ela,  que registra a despedida de Drummond deste gênero literário, também retrata o seu início como cronista. Então, acho que também me sobressaiu um outro sentimento: a "inveja". Sim, a inveja, porque a gente percebe quanto tempo perde na vida. Ele, Drummond, aos dezoito anos, com a coragem de um jovem determinado, se propôs a produzir um jornal (modestíssim...

Eu quero meu kichute original

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Pelezinho. Fonte: Maurício de Sousa produções.  Jabert Diniz Júnior M odas vêm, modas vão, umas ficam, outras não. Hoje em dia, muito mais rápido que antigamente, as modas vêm e vão freneticamente.  Uma ou outra a gente se apega, a gente adere, ou porque ela reflete o nosso jeito,  ou porque é algo bonito, ou por qualquer outra razão que a gente prefere. Assim aconteceu com o kichute, um tênis que virou mania entre a garotada brasileira nos anos 1970 e 1980. Lançado em junho de 1970 pela Alpargatas, o kichute era f eito de lona preta, resistente e com o solado que imitava os cravos de uma chuteira de verdade. L embrava uma chuteira de verdade, já que naquele tempo não havia chuteira azul, branca, verde, rosa... As chuteiras eram pretas. O kichute foi lançado durante o período da copa do mundo do México de 1970,  e o escrete Canarinho era só bicampeão. Após a conquista do tricampeonato do Brasil, o kichute estourou em vendas, chegando, no auge da sua fama, a vender no...

Dias de Natal diferentes

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Imagens da antiga Travessa Ascendino Monteiro Nunes, atual Travessa Antônio Mesquita de Souza, ilustrada por IA, com crianças brincando como antigamente. Jabert Diniz Júnior E ra aproximadamente sete e meia da manhã, eu já estava acordado, ansioso para ver meu presente. Minha mãe me entregou, dizendo que o Papai Noel tinha deixado embaixo da árvore. Um pacote grande. Tratei de abri-lo. Quanta alegria! Era um carrinho de bombeiros. Vermelho, com escada, mangueira, e mais todos aqueles apetrechos pertinentes a um carro de bombeiros de verdade. Era relativamente grande. E já veio com o fio para amarrar na frente pra poder brincar puxando. Tudo montado, a ansiedade era pra ir pra rua para brincar, exibir pros amigos e também para ver o que eles haviam ganhado. Mas, antes, tive que tomar meu café da manhã sob a vigilância da minha mãe. "Sem tomar café, não sai!", disse dona Eliete. E tratei de tomar o café com leite acompanhado  de pão com manteiga. Nunca tomei café da manhã tão r...

O colecionador de mães

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Jabert Diniz Júnior Q uem nunca teve uma coleção? De qualquer coisa que seja.  De selos, chamado de filatelia, de moedas, a numismática, de carrinhos de brinquedo, de objetos antigos, de revista em quadrinhos, de figurinhas, enfim...  No mundo inteiro, há os mais diversos colecionadores, colecionadores dos mais diferentes objetos e objetos dos mais variados lugares. E as motivações para que uma pessoa adquira o hobby de colecionar também são bem variadas: Pode ser uma p aixão, um amor pelo objeto colecionado ou pelo tema; Pode ser porque o sujeito seja no stálgico e queira reviver memórias do passado; Pode ser por p reservação, alguém que queira manter viva a história de algo; por i nvestimento, já que o que ela coleciona tem um grande potencial de ganho financeiro futuro; pode ser simplesmente por  status, uma vez que a coleção desta pessoa reflete a sua personalidade ou sua riqueza, ou só por diversão mesmo. Eu, por exemplo, ainda tenho algumas dezenas de chaveiros...

Agora é Moda, é campeão, é Márcio

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Márcio Moda : Campeão de Futebol da AABB Santarém,  categoria Master. Jabert Diniz Júnior N um passado recente, toda uma geração de craques foi injustamente taxada de pé frio; foi considerada culpada por uma parte da imprensa por jogar o chamado "Futebol arte".  Para mim, no entanto, para a minha humilde opinião que, certamente, vai ao encontro de muitas e de encontro a outras tantas, foi a melhor geração do futebol brasileiro e mundial. Estou me referindo à geração dos anos 1980, mais especificamente, à seleção brasileira de 1982,  a de Telê Santana, a seleção de todos os tempos. Mas, que não conquistou a Copa do Mundo da Espanha, a copa do Laranjito. Falo de Sócrates, Zico, Éder, Leandro, Falcão, Toninho Cerezo, Júnior, Valdir Peres, Oscar, Luisinho, Paulo Isidoro e Serginho, além de, me atrevo a acrescentar, Reinaldo, um dos maiores craques que já vi jogar e que, por razões alheias ao futebol, não foi convocado pra esta copa, sem contar os reservas, como Roberto D...