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A Logomarca

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Logomarca da CEL - Coordenação de Esporte e Lazer da Ufopa Arte: Fábio Marcelo de Lima Jabert Diniz Júnior Quando criamos a logomarca da Coordenação de Esporte e Lazer - CEL, em 2023, houve muitas perguntas e até risadinhas por conta do "Uti et Frui" . "Parece até tutti frutti! rá rá", cheguamos a ouvir. - Santa ignorância!, diria Robin ao Batman rs... Então, vária vezes tivemos que esclarecer o significado pra quem nos perguntava. E haja explicação... Mas, agora, vou explicar o porquê de tudo. Por que o "Uti et Frui" e por que a imagem de um sujeito com uma caixa de ferramentas na mão esquerda e uma caixa de brinquedos na mão direita. Pois bem, quando d a minha primeira passagem pela CEL, em 2014, no ano de sua criação, o pró-reitor da Proges era o professor Valdomiro Sousa. E e m vários momentos, em reunião com a CEL, Valdomiro, citando "um tal de" Rubem Alves, dizia: "o homem deve, sempre, carregar em uma mão uma caixa de ferramentas e n...

A última viagem

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Pracinha, o barco da última viagem. figura ilustrativa, modificada por IA. Jabert Diniz Júnior Ainda não eram nem cinco horas da manhã, estava tudo escuro lá fora. Eu, naturalmente, não estava habituado a acordar àquela hora,  tinha treze anos.  Meu pai, sim. Meu pai sempre acordou cedo. Sua infância inteira foi assim, toda a sua vida foi assim. E agora não era diferente. Era um comerciante na cidade, mas também, um pequeno pecuarista. Muito cedo tinha que estar no batente. Levantei, preguiçosamente, mas levantei. Lavei o rosto, escovei os dentes, me arrumei. Fomos tomar café. Minha mãe também havia acordado. Tomamos café juntos. Pegamos as tralhas: valise com roupas e redes, isopor com gelo, água, comida e outras coisas necessárias para a viagem. Nos despedimos de minha mãe, meu pai e eu, e saímos de casa, descemos a travessa Ascendino Monteiro (atual Antonio Mesquita) em direção à "beira" do rio. Chegando lá na beira, seu Aurino já estava no barco e nos recepcionou, dando b...

Um negócio diferente

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Maria Santos de Medeiros: a empreendedora dona da " Brinquedoteca das Marias " na orla de Santarém. Jabert Diniz Júnior C aminhando de ponta a ponta pela orla de Santarém, nos deparamos com uma infinidade de pequenos empreendedores. A maioria absoluta deles é de venda de algum tipo de comida, das mais variadas: Churrasquinhos,  sanduíches, batata frita, queijo assado,  comidas típicas como o tacacá, a maniçoba e a farofa de piracuí,  castanha de caju, churros,  sorvetes. E, também, venda de bebidas, como:  sucos "rala-rala",  cerveja, água, drinks,  água de coco, etc . A bela Orla de Santarém, à margem do Rio Tapajós, num final de tarde. Mas aí, em determinada noite de passeio, nos deparamos com um empreendimento que nos chamou a atenção, era um negócio diferente. Em um espaço da orla avistamos alg umas mesas dispostas   que continham alguns brinquedos.  Em uma havia um tabuleiro de xadrez, em outra um jogo de damas, em outra um jogo de domi...

O aniversariante do Membeca e a geleira de cerveja

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Cinco atletas para conseguir segurar a geleira membequiana abarrotada de cerveja: Jonnes, Maike, Jabert, Marcos Caraca e Eric. Jabert Diniz Júnior O futebol,  ah, o futebol!    ou futsal, tanto faz, ainda é o esporte mais praticado no Brasil. Quando cheguei para morar em Santarém, em 2004, meu novo amigo e colega de trabalho Jonnes Pedroso, foi o primeiro a me saudar e convidar para jogar futebol, no caso, futsal. Local: "Grec", uma quadra localizada no bairro do Mapiri, que já tinha uma certa fama na cidade como palco de grandes eventos do passado. E lá, no Grec, comecei a construir um novo círculo de amizade. Amizade saudável que só os esportes como o futebol são capazes de promover, e que se estendem até os dias de hoje. A pelada do Grec tornou-se tradicional. Todo sábado, infalivelmente, às dezessete horas, o "show" começava. Show de Nélio, de Lica, de Asael, de Dudu. Show dos goleiros: Jonnes, Leandro Lomba, Helcias e Rildisson. E a brincadeira ia até às dezen...

O Trapichinho em minha memória

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Travessa Antônio Mesquita (antiga Ascendino Monteiro), dava direto no rio Surubiú e no Trapichinho do seu Ivan, a apenas dois quarteirões de casa. Ei, mas cadê o Trapichinho? J abert Diniz Júnior D izem que viajar com os filhos imprime nas suas lembranças grandes memórias afetivas. Deve ser verdade, pois, eu mesmo lembro de viagens que fiz com meu pai ou com meu avô que ficaram marcadas, me trazendo grandes recordações. Mas há coisas realizadas no lugar em que você nasceu e morou durante sua infância que também ficam na memória para sempre. E quando você se lembra, lembra com grandes saudades. Posso até afirmar que estas coisas vividas no seu lugar de origem, naquela sua tenra idade, são as que mais ficam guardadas na memória. "Tomar banho na beira" (no rio) era uma das maiores emoções da nossa vida quando éramos crianças. Pelo menos era para mim e meus irmãos, em Alenquer, cidade em que nascemos e vivemos a nossa infância. Era uma felicidade inexprimível, tomar banho na beir...

A última crônica de Drummond e a Blogosfera

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Fonte: https://br.pinterest.com/ Jabert Diniz Júnior   Confesso, meio envergonhado, que, até hoje, li apenas uma crônica de Drummond. Sempre acreditei que ele escrevia poesias "apenas" (Vejam o tamanho da minha ignorância!). Mas, afinal, quem não conhece "José", seu icônico poema que foi musicado pelo cantor e compositor Paulo Diniz? Voltando à crônica de Drummond, a primeira que li foi justamente a sua última;"Ciao" - Adeus em Italiano; aquela com a qual ele se despediu dos seus leitores e do jornal que as publicava. E por que me chamou a atenção esta crônica? Além do fato de ser belíssima, ela,  que registra a despedida de Drummond deste gênero literário, também retrata o seu início como cronista. Então, acho que também me sobressaiu um outro sentimento: a "inveja". Sim, a inveja, porque a gente percebe quanto tempo perde na vida. Ele, Drummond, aos dezoito anos, com a coragem de um jovem determinado, se propôs a produzir um jornal (modestíssim...

Eu quero meu kichute original

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Pelezinho. Fonte: Maurício de Sousa produções.  Jabert Diniz Júnior M odas vêm, modas vão, umas ficam, outras não. Hoje em dia, muito mais rápido que antigamente, as modas vêm e vão freneticamente.  Uma ou outra a gente se apega, a gente adere, ou porque ela reflete o nosso jeito,  ou porque é algo bonito, ou por qualquer outra razão que a gente prefere. Assim aconteceu com o kichute, um tênis que virou mania entre a garotada brasileira nos anos 1970 e 1980. Lançado em junho de 1970 pela Alpargatas, o kichute era f eito de lona preta, resistente e com o solado que imitava os cravos de uma chuteira de verdade. L embrava uma chuteira de verdade, já que naquele tempo não havia chuteira azul, branca, verde, rosa... As chuteiras eram pretas. O kichute foi lançado durante o período da copa do mundo do México de 1970,  e o escrete Canarinho era só bicampeão. Após a conquista do tricampeonato do Brasil, o kichute estourou em vendas, chegando, no auge da sua fama, a vender no...