O sapo da Mariinha e o Periquito da Cruz
Jabert Diniz Júnior Menino é menino em todos os tempos, mas parece que na época da gente, a época de cada moleque, os moleques eram mais danados. Do meu tempo de moleque, por exemplo, tenho muitas lembranças das traquinagens daquela molecada da qual fazia parte. Brincávamos muito. E conversávamos bastante também. Tempo bom demais. À noitinha, quando já não estávamos mais em brincadeiras de correr, tipo jogando bola, brincando de pira ou de bandeirinha, a gente tava reunido numa esquina contando e ouvindo estórias. E nessas rodadas de conversa de moleque surgia de tudo: piadas, estórias de vizagem ou alguma fofoca da cidade. Apelido, quase todo mundo tinha: Cassete, Tibureca, Macarrão, Macaco, Bita, Mazote, Vadico, Roldão, Coruja, Pulega, Cazuza, Estrepa Caju, Sapo, Barriga, Bacu, Capim Gordura, Boto, Canela, Nhango, Boca, Cubaixo, Galo, Calango, e por aí vai. Muitos moradores da cidade eram conhecidos por serem marido de uma senhora mais popular, ou, ao contrário, a senhora...