O aniversariante do Membeca e a geleira de cerveja

Cinco atletas para conseguir segurar a geleira membequiana abarrotada de cerveja: Jonnes, Maike, Jabert, Marcos Caraca e Eric.

Jabert Diniz Júnior

O futebol, ah, o futebol!  ou futsal, tanto faz, ainda é o esporte mais praticado no Brasil.

Quando cheguei para morar em Santarém, em 2004, meu novo amigo e colega de trabalho Jonnes Pedroso, foi o primeiro a me saudar e convidar para jogar futebol, no caso, futsal. Local: "Grec", uma quadra localizada no bairro do Mapiri, que já tinha uma certa fama na cidade como palco de grandes eventos do passado.

E lá, no Grec, comecei a construir um novo círculo de amizade. Amizade saudável que só os esportes como o futebol são capazes de promover, e que se estendem até os dias de hoje.

A pelada do Grec tornou-se tradicional. Todo sábado, infalivelmente, às dezessete horas, o "show" começava. Show de Nélio, de Lica, de Asael, de Dudu. Show dos goleiros: Jonnes, Leandro Lomba, Helcias e Rildisson. E a brincadeira ia até às dezenove horas.

Parte da galera da pelada do Grec. Da esquerda para a direita, em pé: Raphael, Maike (com a Valentina nos braços), Mandy, Jabert, Lica, Marcos Caraca, Rildisson, Gledson, Dudu e Glicério. Agachados: Eney, Jonnes e Seu Aniceto. Mais agachados ainda: Boé e Malael, digo, Asael.

Tornaram-se tradicionais, também: os confrontos de final de ano: RAI X FRAN, ou Flamengo X Vasco, e as comemorações nos dias de aniversário de algum atleta do grupo.

Nesse dia, o aniversariante se prontificava a patrocinar as geladas do sábado. Geralmente comprava-se lá mesmo, com o seu Aniceto, nosso saudoso anfitrião, que tinha um bar no local.

Os dias de aniversários no Grec tornavam-se uma animada farra depois da pelada. Assávamos carne, dávamos um banho de cerveja no desprevenido aniversariante e jogávamos muita conversa fora. Virávamos craques de bola, porque, com "umas na cabeça", aquela simples jogada virava um lance espetacular nas pavulagens contadas nas resenhas.


E num daqueles sábados, mais especificamente dia 27/09/2014, um atleta aniversariante (vamos preservar a identidade dele, um rapaz oriundo do Membeca, que hoje é professor da Ufopa e doutor  em Física) decidiu levar de casa a cerveja. Não sabíamos que era seu aniversário, pois ele chegou ao Grec já no finalzinho da brincadeira. O aniversário dele, na realidade, tinha sido no dia anterior, dia 26.

Nesse sábado, ele chegou já com uma latinha na mão, anunciando que era seu aniversário e que tinha trazido uma geleira abarrotada de cerveja. Estava no carro. "Peguem lá!", disse ele pra turma.

Imediatamente quatro colegas se prontificaram a buscar a geleira. "Não precisa tudo isso, não, gente!" disse ele. Então, fomos, Maike, Eric e Eu ao carro do aniversariante buscar as cervejas, já que o futebol havia acabado de terminar e estávamos mortos de sede.

Ao chegar à cominhonete para pegar a caixa térmica, eis que nos deparamos com uma caixinha de isopor. Eric gritou: "Ei, só tem um isoporzinho de vacinas, aqui!". "É esse, borra!", respondeu o aniversariante.

Quando abrimos o minúsculo isopor, vimos que havia cinco latinhas de cerveja. Eram seis, mas o aniversariante já estava com uma na mão. Imediatamente, bateu uma tristeza, mas, em seguida, foi gargalhada geral. Cinco latinhas de cerveja. Nós éramos dezesseis atletas naquele sábado.

Seu Aniceto também voltou a sorrir, pois tivemos que comprar muitas cervejas dele naquela divertida noite de sábado no Grec.

Momento de decepção em que abrimos a famosa geleira do Roberval: Maike, Jabert e Eric.


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Caríssimo leitor, caso tenha gostado da historinha, já sabe, COMPATILHE com os amigos e, se desejar, deixe seu comentário. Se você fizer algum comentário, não diga que o dono da geleira é o professor Roberval, por favor.... rs.


Flashes

Um dia de RAI X FRAN.



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