O moleque que corria atrás de papagaio
Quando era moleque, em Alenquer, eu brincava de muitas brincadeiras infantis como todo moleque da minha cidade. Pião, peteca, bandeirinha, futebol... Algumas brincadeiras tinham sua época específica. Empinar papagaio, por exemplo.
Eu até empinava papagaio. Era legal. E até aprendi a fazer papagaios. Fazia-os em casa com toda a técnica que aprendi com os colegas, passava cerol na linha e ia empinar.
E, no "tempo" dessa brincadeira, que, geralmente, era nas férias escolares, especialmente em julho, eu gostava mesmo era de "correr atrás" de papagaio.
Sim, a brincadeira consistia em dois ou mais papagaios "trançarem" entre si, e o que tivesse o melhor cerol ou, fosse mais habilidoso, "cortar" a linha do adversário. Daí, os papagaios cortados (ou serrados) iriam cair em algum lugar. Então era disso que eu mais gostava nessa época: correr atrás dos papagaios que estavam caíndo.
Subia em árvores, no telhado de casa ou casa de vizinhos, ou disputava com outros moleques nas ruas. Uns já tinham umas varas grandes para tentar pegar o papagaio no alto, antes dos outros.
Mas eu, eu mesmo, gostava era quando caíam em cima das casas. Daí, eu subia rapidamente no muro, passava para o telhado e pronto. Muitas vezes, no entanto, o papagaio já estava todo rasgado. Mas, ainda assim, era uma grande emoção quando tinha êxito me aventurando perigosamente pelos telhados.
Certa vez, subi no muro de casa e vi um papagaio em cima de uma casa. Me arvorei pra ir buscá-lo. Quase que corri por cima das telhas de barro. Quando o alcancei, estava todo rasgado. E me vi rodeado de caba. Que sufoco foi pra eu voltar....
Até hoje, quando vejo um papagaio caindo, fico tentado a correr atrás. Vez ou outra, agora aqui em Santarém, um cai no quintal de casa ou no telhado. Eu os pego e os dou pra algum moleque que esteja brincando de papagaio pela rua.
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Também brinquei muito de papagaio. E quando vejo outros moleques brincarem, vivo - na lembrança - a saudade dos bons tempos vividos!
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